O Facebook - rede social ou anti-social?

19 de novembro de 2011
Continuo a ouvir as mais diversas opiniões sobre o Facebook. Esta rede social gerou grandes controvérsias logo desde o seu aparecimento, não deixando ninguém indiferente. Uns criticam-no furiosamente, outros acham que já não conseguiriam viver sem ele. Mas as críticas não são de estranhar – tudo aquilo que seja uma novidade e venha alterar os nossos hábitos é, geralmente, aceite com desconfiança e renitência.




Não há dúvida que as redes sociais, principalmente o Facebook, vieram produzir grandes alterações na forma como as pessoas comunicam. E não me vou admirar se, daqui a uns anos, a criação do Facebook vier nos livros de história dos meus filhos. A questão é: será que o Facebook alterou a comunicação entre as pessoas de uma forma positiva, ou estávamos melhor sem ele? Quanto às diferentes opiniões, e segundo a minha visão das coisas, parecem existir 3 principais grupos de pessoas. Aquelas que reprovam todo o conceito do Facebook: a exposição pública, o conhecimento da vida alheia e a consequente falta de privacidade, a publicação de fotografias para quem quiser ver, a coscuvilhice, as conversas com pessoas que mal conhecemos, o próprio vício de partilhar o que estamos a fazer ou onde estamos, etc. Essas são aquelas que quando vêem alguém agarrado ao telemóvel no Facebook ficam logo de cabelos em pé e começam aos berros porque “as pessoas já não convivem!!” e acham que as fotografias das pessoas vão todas parar a sites pornográficos. É o fim do mundo, basicamente. Mas já vi alguns converterem-se.

No 2º grupo estão aquelas pessoas que também estão sempre com estas conversas de que o Facebook é um vício terrível e vai acabar com o convívio no mundo, mas têm a sua continha pessoal, just in case. “Ah, criei a minha página mas nem sequer sei porquê, nunca lá vou.. Aquilo tem um chat? Não fazia ideia.” Chegam a casa e inventam trabalho ou outra coisa qualquer para poderem ficar em frente ao ecrã, de preferência viradas para a parede, para ninguém conseguir ver que conseguem estar durante quatro horas seguidas a ver as fotos das férias das outras pessoas. Ou seja, são as pessoas que adoram aquilo mas ainda estão em fase de negação e não conseguem admiti-lo, vá-se lá saber porquê.

E depois existe o 3º grupo (no qual eu me incluo) que são aqueles que, assumidamente e de cabeça erguida, dizem a alto e bom som, para toda a gente ouvir: eu adoro o Facebook e adoro o meu Blackberry porque posso entrar na minha página até quando estou parada no semáforo! Like this!  Sinceramente, não vejo qual é o problema. Aliás, consigo ver muitas mais vantagens do que inconvenientes. Convenhamos que se aquilo gerasse desvantagens na vida das pessoas, não se teria espalhado pelo Mundo todo, como diria a minha avó, “enquanto o diabo esfrega um olho”. É preciso ter consciência de que o Facebook não é uma mera rede social que serve para as pessoas saberem da vida privada uma das outras (isso também mas não só…).

Esta rede desenvolveu-se de tal forma pelo mundo todo, que começou a ser utilizada para outros fins, nomeadamente empresariais, comerciais, publicitários, laborais, entre outros. Como se costuma dizer, é usada para tudo e mais alguma coisa! Note-se que o Facebook gera, hoje em dia, milhões de oportunidades que não surgiriam se não fosse por esta rede, que interliga pessoas dos quatro cantos do mundo. É previso começar a ver para além da coscuvilhice, perceber que as redes sociais efectivamente nos podem ajudar a vários níveis da nossa vida. E, com isto, não estou a tentar contornar o facto de o Facebook ser, maioritariamente, utilizado apenas para saber da vida dos outros. Não. Até porque era precisamente esse um dos seus objectivos iniciais. Eu própria gosto de saber o que os meus amigos estão a pensar, o que andam a fazer e onde passam férias. Assim como gosto de partilhar com eles momentos da minha vida. Cada um partilha, com os seus amigos, aquilo que quer. Repito: com os seus AMIGOS! Há algum mal nisto?

Do meu ponto de vista, face a uma mudança, é preciso procurar, antes de mais, os seus pontos positivos, as vantagens que aquilo vai trazer para a nossa vida. E, num segundo momento, tentar ponderar se essas vantagens superam, ou não, as desvantagens. Parece-me que muitas das pessoas que criticam o Facebook ainda não pararam para pensar que as vantagens superam largamente as desvantagens.

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