Um longo caminho pela frente...

17 de maio de 2012
Tenho andado a seguir os Ídolos e o American Idol ao mesmo tempo. Nem sou nada de elogiar os americanos, mas no que toca a programas de entretenimento, tenho que dar a mão à palmatória. Estão muito à frente. Se o nosso programa já é fraquinho por si só, comparado com o American Idol é uma vergonha.



























Não vou aqui falar do talento dos participantes (ou da falta dele), porque isso não é uma opção. O que me irrita verdadeiramente é que, numa tentativa muito falhada de imitação, o nosso juri chega a ser ridículo. Se ao menos imitassem como deve ser, talvez houvesse salvação, porque o juri americano age com naturalidade e sinceridade. Quando gostam, mostram-no. Ficam felizes pelos que passam. Quando não gostam, dizem-no com cuidado. Mesmo com uma quantidade surreal de candidatos, chamam cada um pelo nome, e não pelos números. Em palco, nunca lhes cortam as asas. Já o "nosso" Manel diz coisas do género "se começas a voar muito alto, dou-te uma marretada". Não é suposto eles serem bons em palco? Entreterem as pessoas? Darem tudo o que têm? Mas pronto, para aquele senhor não há grandes palavras. Lá lhe deve correr mal a vida, certamente recebeu poucos elogios. E como 'quem não recebe não pode dar', se calhar está aí a origem do problema. A Bárbara Guimarães, por sua vez, não faz ideia o que está ali a fazer. Ninguém sabe. Em princípio, para avaliar uma coisa é preciso perceber minimamente do assunto, coisa que não acontece. O Pedro Abrunhosa lá vai dando uns conselhos construtivos (embora tenha um bocadinho a mania que sabe...), mas o Tony Carreira parece-me ser o único elemento sincero e humilde ali. No meio de tão má produção, o panorama geral não é bom. Eu sigo o programa, mas não conseguindo deixar de fazer uma comparação, tenho que admitir que ainda temos muito que caminhar...

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