Aula de Coaching

19 de dezembro de 2012
Ontem tive a minha 5ª aula na Pós-Graduação de Consultoria de Moda e Imagem. O tema voltou a ser "Coaching e Comunicação", como na 3ª aula, com o Sérgio Guerreiro, coach empresarial e desportivo. Mas, enquanto que na primeira aula de coaching falamos sobre definir objectivos e sobre orientarmos a nossa vida para a solução e não para o problema, desta vez o tema principal foi a relevância da comunicação não verbal. De como a linguagem corporal consegue falar mais alto que as palavras, e de como é importante ter atenção a isso.



Na consultoria, assim como noutras profissões onde existe contacto com o cliente, é extremamente relevante prestarmos atenção à sua linguagem corporal: à postura que adopta, à forma como se desloca, como se senta, às expressões faciais que faz involuntariamente. Porquê? Porque, para além de obtermos bastantes respostas sem termos de recorrer a perguntas, é com a linguagem corporal, e não com as palavras, que se cria empatia com uma pessoa. E no contacto com o cliente, a empatia é tudo. Assim sendo, o Sérgio ensinou-nos uma técnica para criar empatia, através da linguagem corporal. E estou a partilhar isto convosco porque é uma técnica bastante útil para situações do dia-a-dia, como entrevistas de emprego, reuniões de trabalho, atendimento ao balcão, etc. Esta técnica chama-se "rapport" (empatia, em francês) e consiste em realizar um espelhamento corporal. Isto é, devemos observar (discretamente) a postura da outra pessoa (cliente, empregador) e alinhar a nossa postura com a dela. Por exemplo, se o outro estiver sentado de perna cruzada, numa posição mais descontraída, nós também nos devemos sentar e adoptar essa postura. Se o outro estiver de pé e se inclinar para a frente enquanto fala, nós devemos estar de pé e inclinar-nos para a frente para o ouvir. Se o outro adopta uma postura mais formal e direita, também a devemos adoptar. No fundo, fazemos como se fossemos um espelho. Este pequeno pormenor é uma técnica (infalível, segundo o Sérgio) para criar empatia com a outra pessoa. E a empatia só jogará a nosso favor. Teremos mais hipóteses de conseguir aquele emprego, as nossas ideias serão mais facilmente aceites numa reunião de trabalho, teremos mais facilidade em conversar com o nosso cliente numa sessão de consultoria ou no atendimento ao balcão, teremos uma maior probabilidade de aquele cliente voltar ao nosso estabelecimento, etc.

Se estiverem interessados em saber um pouco mais sobre este assunto, o Sérgio aconselhou-nos 2 livros: "Ciência e Arte da PNL" de José Figueira, e "Linguagem Corporal" de Alan Pease. Na segunda parte da aula, estivemos a fazer a nossa "Roda da Vida". Trata-se de uma tarefa muito usada em consultoria, mas bastante interessante para qualquer pessoa fazer. Faz-nos pensar na vida. Consiste num círculo, com 8 fatias, em que cada uma corresponde a um fator determinante na nossa vida: ambiente físico (casa, trabalho), saúde, carreira, desenvolvimento intelectual (ex: formação), divertimento, amigos/família, romance e dinheiro. Basicamente, temos que fazer duas rodas da vida, sendo que a primeira será da situação atual e a segunda da situação desejada. Teremos que atribuir uma percentagem a cada fatia, tendo em conta que o meio do círculo corresponde a 0% e a extremidade a 100% (ver exemplo na imagem). No final, comparando as duas rodas, conseguiremos ter uma visão mais clara da nossa vida e visualizar os aspectos que necessitam de investimento. Por exemplo, se o meu desenvolvimento intelectual está a 50% e o meu objectivo é chegar aos 90%, então esta é uma área em que necessito de investir. É engraçado ver a nossa vida num pedaço de papel. Experimentem fazer as vossas próprias rodas! Temos mesmo que começar a pensar a sério nas nossas vidas... Obrigada Sérgio, por mais uma aula inspiradora!





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