Aula: Personal Brand

1 de maio de 2013
Ontem a aula na Pós-Graduação em Consultoria de Moda e Imagem foi sobre "Personal Brand", com a professora Paula Arriscado, diretora de comunicação e marketing da Toyota Portugal e doutorada em gestão de marca. Estava com algumas expectativas em relação a esta aula, uma vez que ando precisamente a trabalhar a minha marca pessoal, enquanto consultora. Começamos por falar sobre o conceito de "marca". O que é a marca? Segundo Marcia Ballariny, especialista brasileira em estratégia de comunicação, "Marca é negócio, é dna. É inspiração que orienta o jeito de ser e de fazer. É feita por gente, para gente, no dia-a-dia".































No fundo, uma marca é um negócio, com uma determinada origem, que projecta uma personalidade. É central, duradoura e com características distintivas. Inspira e orienta pessoas reais, todos os dias. Uma marca é definida pelo seu melhor, mas também pelo seu pior. E por muito boa que seja a estratégia, temos sempre de estar preparados para o que corre menos bem. O objectivo é tentar encontrar o equilíbrio, compensar os pontos fracos com os pontos fortes. O que se espera de uma marca? Antes de mais, autenticidade. Porque se não formos autênticos, facilmente somos desmascarados. Também se espera credibilidade, legitimidade, notoriedade, fidelidade e valores sólidos. Sem isto, nunca conseguiremos fidelizar os nossos clientes. Por fim, mas não menos importante, espera-se atractividade, identidade e imagem.

A marca tem 3 elementos essenciais: identidade, posicionamento e imagem. Quanto à identidade, que pode ser física e psicológica, é o que a marca é e como queremos que ela seja percebida. É aquilo que fazemos, a nossa assinatura, a nossa personalidade. O posicionamento é aquilo que a marca aspira ser e ter. É a sua oferta de valor único, que a diferencia de todas as outras marcas. Deve ser claramente comunicado e provado - temos de demonstrar que o nosso produto/serviço é o melhor. Por fim, a imagem é a percepção que os outros têm da nossa marca. Determinante para o sucesso e estabilidade desta. Devemos passar uma imagem verdadeira e inspiradora. Devemos ser referenciais de imitação - se nos imitam, é porque somos uma boa marca. E devemos tentar que a imagem que o nosso público tem da nossa marca corresponda à imagem que nós próprios temos da nossa marca. Caso o nosso público-alvo tenha uma imagem diferente da que nós queremos comunicar, alguma coisa está mal e a estratégia deve ser repensada.

Durante a aula, a professora fez questão de deixar bem clara a importância das redes sociais nos dias de hoje. O poder que estas têm como meios de comunicação de uma marca. Por isso, temos de trabalhar a nossa imagem nas redes sociais. E atenção: é determinante que sejamos a mesma pessoa a nível profissional e pessoal. Temos de ser verdadeiros e autênticos, sempre. Por exemplo, não devemos passar uma imagem mega profissional e séria no Linkedin, e ter um perfil de facebook vergonhoso. Temos que passar uma imagem sólida e que inspire confiança.

Em jeito de conclusão, pensem na vossa marca pessoal - onde estão, onde querem estar e como vão lá chegar - e definam um plano de acção. Acima de tudo, trabalhem a vossa imagem, sejam autênticos e diferenciem-se.

Já agora, aproveito para publicitar um evento sobre personal branding, que vai acontecer no Porto, durante este mês. Chama-se "I Love My Brand". Façam like na página de facebook e inscrevam-se!




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